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sexta-feira, 3 de junho de 2011

The Fountain (2006)



Filme realizado por Darren Aronofsky, criador de Pi (1998), Requiem for a Dream (2000), e mais recentemente Black Swan (2010). The Fountain conta com a participação de Hugh Jackman, Rachel Weisz and Sean Patrick Thomas.


Três histórias paralelas que decorrem no passado, presente e futuro, contam-nos a procura incansável de um homem, tentando eternizar uma vivência ao lado do seu grande amor.

Num passado, um conquistador num país Maia, procura a árvore da vida para libertar a sua rainha do cativeiro.
Um Médico investigador que trabalha com algumas árvores, vivendo no presente, procura a cura para a sua mulher que está a morrer.
Um viajante do espaço, navega com uma árvore encapsulada numa bolha, move-se em direcção a uma estrela em vias de se extinguir envolta de uma nebulosa, num futuro distante. Todas estas história, cruzam-se numa demanda em busca da vida eterna com o seu amor.

Tendo algumas duvidas para inicio deste texto, começo por falar na banda sonora. 

Quem já viu mais algum filme de Darren Aronofsky, ou para ser mais especifico, quem já viu o "Requiem for a Dream", tenho a certeza que se vai lembrar imediatamente dele assim que ouvir parte da banda sonora do "The Fountain". Não o digo como um ponto negativo, mas como uma característica do realizador. É toda ela muito intensa e maioritariamente triste, mas toda adequada ao filme. Completa a mensagem que o realizador quer transmitir e funde a complexa ligação que as histórias paralelas nos oferecem. 
Todos os tempos (espaciais) que a película retrata têm uma ligação lógica muito simples, mas apresentados num formato alternativo e difícil. É necessária a atenção do espectador. 
O tema é controverso e dá largas à eterna pergunta "e se?". A abordagem é muito boa, mostrando-nos diferentes pontos de vista para o mesmo assunto. Fantasia e criatividade são a base do argumento.
Hugh Jackman e Rachel Weisz têm um papel fundamental para o belo sucesso do filme. É um grande desempenho evidenciando todos os pontos fulcrais no entendimento da fita cinematográfica.
"O Último Capítulo" (nome chegado a portugal), apresenta-nos uma imagem espectacular, carregada de efeitos e muita luz. 
Dada a matéria apresentada, isto é, o mundo fantástico que é retratado no passado, o universo interestelar do futuro e a avançada tecnologia do presente, o realizador, não deixou a desejar, caracterizando cada um dos momentos com uma grande qualidade fotográfica.

The Fountain é um grande filme de amor, uma procura imensa pela vida eterna, um bom "entertainer" que explora de forma fantástica o tema amoroso da celebre vida.

Nota: 3,8 / 5


Escrito por: Sandro Branco

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Crazy Heart (2009)



"Crazy Heart" é o primeiro trabalho de realização por parte de Scott Cooper e conta com a participação de Maggie Gyllenhaal, Colin Farrell e Jeff Bridge que ganhou com este filme o Oscar para melhor actor.


Bad Blake (Jeff Bridge), conduz-nos pela vida de um astro da musica country, interpelado pela decadência da idade e pela árdua magoa da solidão da estrada.
O alcool e a selvajaria do seu coração vão-no traindo, até encontrar Jean (Maggie Gyllenhaal), uma jornalista que descobre o homem por trás da máscara do country, e lhe oferece a oportunidade de escolha e redenção. 

A triste e já pesada vida de Bad Blake, que o atira sozinho conduzindo uma pick-up de estado para estado, acompanhado pelo álcool e cultura country leva Jeff Bridge a um dos, senão o melhor, papel da sua carreira que na academia o destacou com o Prémio Oscar para melhor actor.
Um Drama que demonstra o mundo desconhecido de uma longa carreira, de um dinossauro do country que não suportou a evolução da época, sujeitando-se a muitas peripécias para sobreviver no mundo actual. 
"Crazy Heart" contém uma banda sonora fantástica e bem trabalhada, totalmente adaptada ao filme, e que consegue transmitir todas as emoções do momento.
É sem duvida uma comovente história de amor e paixão bem estruturada, envolvida na musica country, que nos faz pensar e entrar dentro da personagem sentido muitas das vezes pena, e até vontade que as suas atitudes se alterem para o diferente seguimento da história.


Para fãs da musica country e do desconhecido mundo da musica, "Crazy Heart" é um filme que nos segura ao ecrã. Uma esplêndida interpretação de Jeff Bridge que teve o justo reconhecimento da Academia em Hollywood. 


Nota: 3,8 / 5

Escrito por: Sandro Branco

sábado, 11 de dezembro de 2010

500 days of Summer (2009)


Marc Webb é o nome do criador de "500 days of Summer" e trata-se do seu primeiro trabalho adaptado ás grandes salas de cinema. Este realizador, criador de videoclips de alguns dos grandes nomes da musica pop/rock americana como Greenday e 3 Doors Down, é uma das grandes promessas do cinema americano, estando inclusivé a dirigir neste momento o "Reboot" do blockbuster "Spider-Man".
"500 days of Summer" conta com a participação de Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend e Chloe Moretz na sua representação.

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), é um azarado escritor de cartões comemorativos e um romântico sem esperanças, que se deixa abalar pelo final da relação com a namorada Summer Finn (Zooey Deschanel). Apesar da sua despreocupante estabilidade, Tom sentia um abalado vazio até que sua vida ganha uma euforia atípica quando conhece Summer Finn (Zooey Deschanel). O filme transporta-nos entre os 500 dias do seu namoro em busca do que poderá ter corrido mal e as suas reflexões (Tom Hansen) acabam por levá-lo a redescobrir as suas verdadeiras paixões.
Uma comédia romântica diferente de todas as outras pois as coisas nem sempre correm como previsto.


"500 days of Summer" é sem duvida uma divertida comédia com o amor no bloco central mas que deixa a sua marca pelo azares e não tão esperados acontecimentos que o publico está habituado a ver em qualquer outro filme do género. É notável e de boa apreciação o realizador dizer-nos desde o inicio do filme que "é uma história de amor com um final não tão feliz", que de certa forma nos desperta certa curiosidade para o desenrolar de toda a trama.
Marc Webb deslumbra-se também com a divisão de ecrãs entre o "DESEJADO" e a "REALIDADE" oferecendo ao publico em determinadas ocasiões duas visões, e com toda a certeza, eventos que regularmente são estimulados pela nossa mente e que nos acabam por surpreender ou até desiludir. 
Uma não tão espectacular, mas aceitável e compreensível banda sonora, completa todo o filme adaptando-se ás situações proporcionadas pelas personagens, movendo-se entre a a mais romântica e bonita musica, a mais feliz e animada  cantoria e até o rock "Teenager" típico americano.

Para os amantes das comédias românticas este é um filme a não perder, para todos aqueles que acham que este género é lamechas e insuportável, 500 days of Summer" é uma experiência diferente das anteriores (no género). 



nota: 3,5 / 5

Escrito por: Sandro Branco