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sábado, 7 de maio de 2011

Inland Empire (2006)


Filme realizado em 2006 por David Lynch, director de Mulholland Dr. (2001); Lost Highway (1997); Blue Velvet (1986); O Homem Elefante (1980) e também da série Twin Peaks (1990). Inland Empire conta com a principal participação de Laura Dern, Jeremy Irons e Justin Theroux.

Uma actriz prepara-se para desempenhar o seu grande papel, mas quando descobre que está a cair dentro da personagem que figura, esta acha que a sua vida começa a parecer-se demasiado o que estão a gravar. Tudo se complica com a revelação de que o filme é um remake de uma condenada e fracassada produção Polaca que nunca foi terminada graças ao acontecimento de inesperadas tragédias. 

David Lynch sempre nos habitou a estranhas personagens e histórias que confundem a mais profunda atenção, complica-nos a vida e provoca-nos com as suas bandas sonoras ansiosas de momentos terroríficos. Inland Empire não foge mais uma vez a este padrão. As personagens são exploradas intensivamente obrigando-nos a tomar duplas opiniões á cerca das mesmas. Devo com isto salientar a grande prestação de Laura Dern que representa os mais variados tipos de sentimentos excelentemente levando-nos a um estado de perturbação e fixação pelo ecrã. 
A história do filme, é curta, mas o realizador, como já tem provado em realizações anteriores consegue dar-lhe uma vida gigante e transformá-la numa monstruosa criação e multiplicação de ideias. É mais uma vez para que o espectador retire da película a sua noção do que acaba de ver. Existem alguns pormenores que caracterizam e diferenciam as várias interpretações dos actores, discriminando e desvendando a encruzilhada do argumento. 
Império dos sonhos, nome que nos chegou a Portugal, está repleto de detalhes impressionantes tanto a nível argumentativo, de interpretação e na própria banda sonora. Esta ultima é característica do realizador, sendo inconfundível para quem a ouve. Muito ambiental, electrizante e pesada, transportando as cenas do filme exactamente no caminho que é pretendido sem nunca fugir ao desejável. 

Para fãs de David Lynch nem é necessário qualquer recomendação pois sabem que é um filme obrigatório. Quem não é fã ou nem conhece, é um filme bastante difícil dada a complexidade inserida pelo realizador na história, ambiente e na interpretação das personagens. É um filme extremamente intenso.


Nota: 4 / 5


Escrito por: Sandro Branco

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

12 Angry Men (1957)


"12 Angry Men" é um clássico de 1957, conta com a participação de Henry Fonda, Lee J. Cobb e Martin Balsam. É realizado por Sidney Lumet, director de Dog Day Afternoon (1975), Network (1976) e mais recentemente Before the Devil Knows You're Dead (2007). 


A defesa e a acusação descansam enquanto o júri se reúne para decidir se um jovem hispano-americano é inocente ou culpado do assassinato de seu pai, sob pena de morte. O que começa como um caso praticamente decicido sobre a culpa do acusado, torna-se num drama para cada um dos jurados, que apresentam preconceitos contra o acusado, o julgamento e contra os outros jurados. Baseado numa peça, todo o filme é concentrado na sala do júri.

"12 Angry Men", apesar de centrado e de ter como cenário apenas a sala dos júri, é uma história bastante intensa que nos faz (espectadores) concordar e discordar de opiniões, tomar partidos.
Todos os jurados, que pensavam já ter o caso como resolvido vêem-se num drama enorme de descargas de opiniões, horas após horas e poucas conclusões, muitas votações, insultos e nervos.
A grande representação de todos os actores e os diálogos brilhantes tornam este filme bastante enérgico, e nada cansativo. 
A banda sonora que sustem e envolve todos os diálogos cria um elemento a parte mas que inspira cada cena para um suspense e intensidade capaz de agarrar o espectador.

Altamente recomendado! Retirem qualquer tipo de barreira em relação aos filmes clássicos e a preto e branco, pois vale a pena.

Nota: 5 / 5

Escrito por: Sandro Branco

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Inception (2010)


"Inception" saiu para as salas portuguesas no dia 22 de Julho de 2010. Foi realizado por Christopher Nolan, realizador também de "Memento" (2000), "The Dark Knight" (2008), entre outros grandes filmes. Ainda está para ser realizado um "mau" filme deste senhor. 
O filme conta com a participação de Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Michael Caine e Ken Watanabe.

“Inception” retém-nos num mundo onde existe tecnologia para invadir a mente humana através dos sonhos. Uma única ideia proveniente da mente humana pode tornar-se na arma mais perigosa ou no bem mais valioso. A trama deste misterioso filme desenrola-se em volta de Dom Cobb (DiCaprio), um especialista no ramo da espionagem corporativa, roubando de sonhos os segredos de magnatas, drogando-os e induzindo-os, através de uma máquina, num sonho profundo manipulado por toda a equipa de Dom Cobb. O grande problema será a vulnerabilidade da mente da personagem interpretada por DiCaprio sendo ele um sonhador abalado pela morte da sua mulher.

Muito facilmente, esta película, se tornou num dos melhores filmes de sempre dada a complexidade do tema, a forma como foi contada (muito simples em relação ao assunto abordado), e a grande técnica de Christopher Nolan agarrar o espectador desde o inicio até ao final, fazendo-o interrogar-se constantemente por pequenos pormenores. Tudo isto envolvido numa grande banda sonora dá o resultado à vista.
"A Origem", nome como aterrou o filme nas nossas salas de cinema, é uma história única e de grande originalidade que segundo Nolan já se apresentava em cima da mesa em desenvolvimento desde 2001.

Sonho sobre sonho, mais sonho e outro sonho. A complexidade da narrativa ultrapassa as barreiras da imaginação, sobrepondo o maior e mais criativo mundo que a mente humana pode ter (o sonho), e multiplicando-o, força as personagens a navegar de mundo em mundo (ou de sonho em sonho) enfrentando os guarda-sonhos, entidades provenientes da imaginação com a capacidade de eliminar qualquer tipo de ameaça externa ao próprio pensamento. A dificuldade aumenta quando a missão passa de um simples fantástico roubo a uma implantação de ideias.
Todos os actores, apesar de desempenharem bons papeis não se individualizam, nem se destacam. Isto acontece apenas porque as personagem foram criadas e desenvolvidas para dar vida à história e não como o normal, a história dar vida ás personagens. Todos eles acabam por funcionar como um.
A banda sonora, consegue envolver todas as pessoas, instruindo-lhes o sentimento de desespero, alegria e glória,  deixando-as entrar no mundo criado por Christopher Nolan balanceado pelas grandes batidas orquestrais e rápidas estrofes electrizantes. 
É extremamente espantoso tudo o que com "Inception", Christopher Nolan teve acesso. Tudo é possível, todos os cenários podem ser realidade, não existem limites. 
A técnica incrível faz crer, uma enorme facilidade em criar tais mundos, tais ideias, tais cenários.
É sem duvida um grande filme (mais um) de Christopher Nolan... muito pouco há a dizer senão... Fantástico!


nota: 5 / 5

escrito por: Sandro Branco